Avaliação da adição de biorredutor às misturas de carvões da coqueria na qualidade do coque metalúrgico
Alfredo Carlos Bitarães Quintas1; Guilherme Liziero Ruggio da Silva2; Paulo Henrique Grossi Dornelas1; Antônio Marlon Barros Silva1; Victor Eric de Sousa Moreira1; Natália Brasil Dias Haneiko1
1 Instituto Federal de Minas Gerais- Campus Ouro Branco; 2 Gerdau - Usina Ouro Branco
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CBCM2017-0039
Resumo
O carvão mineral é a principal matéria-prima para a produção de coque metalúrgico. No caso da siderurgia brasileira, este insumo é importado e representa grande parcela do custo do ferro-gusa. O desafio do setor está em produzir coque de baixo custo e elevada qualidade, atendendo as especificações do alto-forno. Tendo em vista este cenário de alta competitividade no mercado siderúrgico, materiais alternativos vêm sendo testados como possíveis aditivos à mistura da coqueria. A moinha de carvão vegetal, dita biorredutor, é um material fino, oriundo das inúmeras quebras derivadas da movimentação mecânica do carvão durante seu processo de produção e transporte, e que, por ser gerada em elevado volume no país, possui grande potencial de utilização. O biorredutor, além de ser um produto nacional, apresenta baixo teor de enxofre se comparado ao carvão mineral e, por se tratar de uma biomassa proveniente de floresta plantada, tem grande impacto na redução da emissão de dióxido de carbono (CO2). Após testes piloto, com adição de até 10% de biorredutor na mistura de carvões, constatou-se que é tecnicamente viável a utilização de no máximo 2% desse aditivo na mistura de carvões garantindo a qualidade do coque produzido.
Palavras-chave: Carvão mineral; Coque metalúrgico; Carvão vegetal; Biorredutor; Dióxido de Carbono