Comportamento da Parede Diafragma Plástica da UHE Estreito Após 5 Anos de Execução
Cesar Schmidt Godoi1; Karina Guimarães Lopes Sola1; Márcia Collares Meirelles1; Juliana Francisca Corrêa1
1 Leme Engenharia
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-11-0031
Resumo
Fundações de Barragens assentes em materiais de elevada permeabilidade sempre são pontos de preocupação em obras geotécnicas. A continuidade de monitoramento geotécnico e civil, de forma a avaliar o comportamento dessas estruturas deve ser tratada como princípios fundamentais na operação de uma Barragem. Esse trabalho apresenta a análise do comportamento geotécnico da parede diafragma plástica da UHE Estreito. A Usina Hidrelétrica Estreito está localizada no rio Tocantins na divisa dos estados do Maranhão e Tocantins, nos municípios de Estreito (MA), Aguiarnópolis (TO) e Palmeiras do Tocantins (TO). O enchimento do reservatório da UHE Estreito começou em outubro de 2010, e foi feito por etapas. Em meados de maio de 2011 o nível do reservatório se aproximou da elevação 156,00 m (nível máximo normal). Estreito é uma usina hidrelétrica com 08 (oito) unidades geradoras, com capacidade nominal unitária de 135,87 MW e capacidade instalada total de 1.087 MW. A fundação da Barragem Principal da UHE Estreito apresenta uma espessa camada de aluvião assente sobre o maciço rochoso arenítico altamente friável, com elevada permeabilidade. Tendo em vista as características inerentes do maciço e da fundação, além da complexidade geológico-geotécnica, foram realizados tratamentos da fundação da Barragem através da execução de uma parede diafragma plástica utilizando o equipamento Hidrofresa. Na época, foi a primeira vez em que esse equipamento foi utilizado no Brasil, sendo que o mesmo apresenta algumas vantagens, sobretudo a velocidade para execução da estrutura. A parede diafragma está situada nas proximidades do pé do talude de montante abaixo de um tapete impermeabilizante, o qual liga o aterro do corpo da Barragem ao aterro da ensecadeira de montante, sendo monitorada por meio de piezômetros elétricos do tipo corda vibrante, instalados tanto a montante, quanto a jusante da Parede Diafragma. Esses instrumentos indicam um comportamento de estabilidade, com perda de carga no sentido montante-jusante de aproximadamente 13 metros
Palavras-chave: Parede Diafragma; Fundações de Barragens; Arenito; Monitoramento; Hidrofresa; Segurança de Barragens