CONTRIBUIÇÃO PARA O ENVOLVIMENTO DA POPULAÇÃO NOS PROCESSOS DE GESTÃO DE RISCO GEOTÉCNICOS - O CASO DE OURO PRETO/MG
Érika A. S. Gomes1; Ana L. R. Braga2; Laís C. F. L. Lopes1; Pablo C. de C. Gonçalves3; Bruno C. Novais1; Michel M. M. Fontes1; Michelle R. Petronilho1; Romero C. Gomes2
1 Instituto Geotécnico de Ouro Preto; 2 Núcleo de Geotecnia, UFOP; 3 Universidade Federal de Ouro Preto
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-10-0040
Resumo
O processo de ocupação desordenada das encostas no Brasil e da falta de políticas públicas direcionadas à criação de novos assentamentos urbanos favoreceu a deflagração de inúmeros acidentes que colocam em risco a vida da população civil. Neste cenário, movimentos gravitacionais de massa são originados a partir da combinação de condicionantes naturais, agravados por ações antrópicas inadequadas. Como fatores naturais descrevem-se as características geomorfológicas e climáticas desfavoráveis. Como fatores antrópicos, destacam-se a realização - nem sempre adequada - de cortes e aterros, desvios de drenagem, alteração da cobertura natural do terreno, deposição inadequada de resíduos, dentre outros. Em adicional, é observado que as principais características dessas áreas são evidenciadas pela ausência de infraestrutura urbana adequada, o que induz sua execução de maneira precária por inciativa da própria população. Estima-se que a falta de conhecimento da população é fator essencial para formação dos cenários de risco. Observações de campo permitem inferir que tais ações se tornam particularmente críticas quando a condição de baixa renda e escolaridade é predominante, isto porque a falta de informação associada ao baixo poder aquisitivo resulta na execução de soluções improvisadas e sem o embasamento técnico necessário. Essa falta de conhecimento influencia a maneira com que os próprios moradores destas áreas encaram as situações de risco. Sendo assim, muitas vezes, os mesmo acabam por induzir um aumento do risco em função de suas ações cotidianas. Fato que é inferido, principalmente, pelo aumento no número de ocorrência registradas nos períodos chuvosos nos últimos anos assim como as magnitudes dos mesmo. Desta forma, é fundamental o estabelecimento de metodologias de gestão de risco que envolvam a população nas ações de prevenção, mitigação e tratamento dos problemas de defesa civil na sua origem. Neste sentido, o presente trabalho é apresentado como elemento de contribuição ao processo de entendimento da demanda e
Palavras-chave: Gestão de riscos; Instituto Geotécnico; IGEO Itinerante; Defesa Civil; Estabilidade de Encostas