Avaliação da declividade através de modelos digitais para identificação de taludes críticos ao longo de uma rodovia
Andressa de Fátima da Rocha Pontes1; Liamara Paglia Sestrem1; Alessander Christopher Morales Kormann1; Andrés Miguel González Acevedo1; Larissa de Brum Passini1
1 Universidade Federal do Paraná
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-09-0068
Resumo
O presente trabalho tem a finalidade de avaliar as características geomorfológicas da declividade e a geologia de uma região identificando áreas críticas situadas nas margens de uma rodovia, através do emprego de modelos digitais. O foco na declividade do terreno justifica-se pois esse é um dos fatores que influenciam na ocorrência de fenômenos de movimentos de massa, afetando diretamente os resultados das análises de estabilidade de taludes e o fator de segurança do mesmo. Sendo assim, com o modelo digital de elevação (MDE) é possível ter uma prévia dos locais onde há maior suscetibilidade aos desastres naturais. Porém necessita-se verificar as condicionantes geológicas da encosta, para obter resultados coerentes nestas análises, isso fica evidente ao analisar taludes rochosos, pois estes são mais estáveis do que taludes com uma camada significativa de solo, mesmo com uma inclinação mais acentuada. Com esse objetivo utilizou-se, como um dos materiais desta pesquisa, a base de dados topográficos na escala 1:1.000, resultado da restituição topográfica e de ortofotos da região compreendida entre os km 500 e km 522 e os km 540 e km 555 da Rodovia Régis Bittencourt, a qual intercepta os relevos da Serra do Azeite e Serra Pelada, respectivamente. A partir desta restituição foi gerado o MDE dos trechos das serras. Também utilizou-se o mapa geológico disponibilizado pela CPRM correspondente à folha Eldorado Paulista, na escala 1:100.000 para identificar o litotipo associado ao relevo. A partir do MDE foram confeccionados mapas de declividades no Software ArcGIS. Para a classificação da declividade foram utilizados intervalos onde: de 0º a 3º denominou-se relevo plano; entre 3º e 8º relevo suavemente ondulado; entre 8º e 15º relevo ondulado; entre 15º e 25º relevo fortemente ondulado; entre 25º e 45º relevo montanhoso e ainda as declividades maiores que 45º denominou-se como relevo escarpado, baseando-se na classificação de relevo apresentada pela Embrapa (2006). Estes mapas foram validados mediante visita de reconhecime
Palavras-chave: Estabilidade de Taludes; Monitoramento de Taludes Rodoviários; Modelo Digital de Elevação; Análise Geológica-Geotécnica