C Conferentia Proceedings
CB-08-0003 Modelagem Numérica

Análises numéricas para avaliação de cobertura seca com função de reduzir a drenagem ácida de rocha

Rodrigo Pereira de Almeida1; Adilson Leite1; Anderson Borghetti Soares2

1 UFOP; 2 UFC

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-08-0003

Resumo

Os fluxos em coberturas secas ocorrem em meio não saturado. As condutividades hidráulicas dos materiais em meio não saturado normalmente são estimadas por métodos como Van Genuchten (1990) ou Freudlund e Xing (1994). A curva do teor de umidade volumétrico pela sucção do solo e a condutividade hidráulica saturada são dados de entrada desses métodos. Além dos materiais, os fluxos em meio não saturado dependem do clima, já que ocorre uma interação contínua devido à precipitação, radiação solar, velocidade do vento, umidade do ar e temperatura. A precipitação menos o escoamento superficial corresponde ao que infiltrou no sistema. Em sequência, o fluxo pode ocorrer entre camadas, permanecer armazenado, percolar para o material sulfetado e evaporar. A evaporação pode ser determinada por métodos como Wilson (1990) que modificou o cálculo de evaporação desenvolvido por Penman (1948) e aplicou em coberturas secas. Outra forma de determiná-la pode ser por balanço hídrico em lisímetros. O transporte de oxigênio também pode ser modelado por meio das teorias de Collin e Ramuson (1988). O fluxo de oxigênio pode ocorrer na fase ar e na fase água. Sabe-se que a solubilidade do oxigênio em água é muito menor que no ar, em torno de 25000 vezes. Dessa forma, a fase ar é predominante para determinar a quantidade de oxigênio que ingressa no material sulfetado. As coberturas secas podem ser tanto barreiras impermeáveis quanto barreiras ao ingresso de oxigênio. O tipo de cobertura proposta deve estar de acordo com o clima do local e com os materiais disponíveis. Em locais com grandes volumes precipitados anualmente, coberturas impermeáveis são inviáveis. Períodos muito secos também inviabilizam barreiras ao ingresso de oxigênio. O bloqueio ao ingresso de oxigênio está ligado ao alto grau de saturação das coberturas. Coberturas que mantêm 85% de graus de saturação ou mais são boas para bloquear o ingresso do oxigênio conforme estudos de Yanful (1993). O clima de Ouro Preto é muito úmido com precipitações em média de 1700 mm/ano/m²

Palavras-chave: modelagem numérica; Vadose/W; drenagem ácida de rocha

Como citar

Rodrigo Pereira de Almeida; Adilson Leite; Anderson Borghetti Soares. “Análises numéricas para avaliação de cobertura seca com função de reduzir a drenagem ácida de rocha”. XVIII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. COBRAMSEG2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CB-08-0003