Estradas não Pavimentadas Reforçadas com Geossintéticos: importância dos parâmetros de desempenho do geossintético e interação com o material de aterro.
Ivonne Alejandra Gutierrez Gongora1; Ennio Marques Palmeira1
1 Universidade de Brasília
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-07-0054
Resumo
No Brasil, e no mundo, tem-se grande extensão de estradas não pavimentadas, sendo elas a maior porcentagem da rede viária. No país, elas constituem mais do 80% do total das estradas. Destaca-se que apesar das cifras mostradas, elas são um tema pouco estudado, deixando de lado múltiplas situações que podiam levar a entender o comportamento das mesmas, além de se dar soluções para ter estradas não pavimentadas mais duradouras, econômicas e resistentes. Neste trabalho optou-se por estudar vários tipos de reforço geossintético, analisando a influência de distintas variáveis importantes a serem consideradas em estradas não pavimentadas. Entre essas destacam-se geometria do geossintético, interação material de aterro-reforço, rigidez a tração do reforço, e outras pouco estudadas, como o módulo de estabilidade da abertura de geogrelha (ASM). Para cada um dos testes realizados foi utilizado um equipamento de grandes dimensões, projetado e construído especialmente para a pesquisa, onde foram realizadas simulações do tráfego por meio da aplicação de carregamentos cíclicos. Nos ensaios visou-se simular uma estrutura comum de estrada não pavimentada sob material compressível, no caso areia fofa. Como aterro utilizou-se brita. Destaca-se que durante os testes foram executadas manutenções das estradas simuladas, isso para poder representar da melhor forma o que acontece no dia a dia destas estradas. Cada um dos ensaios foi monitorado mediante instrumentação adequada, visando medir os deslocamentos do aterro e as tensões no subleito. Os resultados obtidos mostram a influência de propriedades como geometria e rigidez à tração das geogrelhas no comportamento da estrada e o notável aumento do número de repetições de carga suportados pelas estradas reforçadas. No Brasil, e no mundo, tem-se grande extensão de estradas não pavimentadas, sendo elas a maior porcentagem da rede viária. No país, elas constituem mais do 80% do total das estradas. Destaca-se que apesar das cifras mostradas, elas são um tema pouco estudado, deixando d
Palavras-chave: Estradas não pavimentadas; Geossintéticos; Carregamento Cíclico; Módulo de estabilidade a abertura (ASM)