Revisão de Metodologia para Dimensionamento de Drenos de Fundo de Pilhas de Estéril
Aloysio Portugal Maia Saliba1; Fernando Portugal Maia Saliba2; Evandro de Ávila Gimenes3; José Mário Queiroga Mafra4; Márcio Figueiredo Resende5; Enicarlos Pereira Gonçalves6
1 UFMG; 2 TEC3 Geotecnia e Recursos Hídricos Ltda.; 3 Consultor; 4 VOGBR Recursos Hídricos e Geotecnia Ltda.; 5 Potamos Hidrologia e Recursos Hídricos Ltda.; 6 Vale S.A
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-06-0043
Resumo
Nas operações da indústria extrativa mineral são gerados materiais estéreis, que devem ser adequadamente dispostos, sendo frequente o seu armazenamento em pilhas de disposição de estéril. A demanda por minerais observada nos últimos anos tem feito com que essas pilhas apresentem centenas de hectares de área de contribuição, altura máxima de centenas de metros e centenas de milhões de metros cúbicos de capacidade. Ao atingirem esse porte, os custos envolvidos na operação dessas estruturas têm representado parcela importante dos custos de operação da mina, sendo necessários esforços no aperfeiçoamento dos critérios de dimensionamento e segurança. Saliba et al (2010) apresentaram metodologia para dimensionamento de drenos de fundo em pilhas de estéril, em que se propunha a aplicação de um balanço hídrico e de equações de fluxo apropriadas ao regime de fluxo em questão. Naquele trabalho, o depósito era composto por um material homogêneo e isotrópico, sendo determinadas as recargas pela pilha e a contribuição de águas subterrâneas para o sistema de drenos de fundo. Segundo a metodologia proposta, toda a vazão de contribuição deveria ser imediatamente desaguada pelo sistema de drenos, desconsiderando qualquer capacidade de armazenamento de água nos poros do material depositado. Além disso, ao considerar o meio isotrópico, admitiu-se que o fluxo de água na pilha seria totalmente coletado pelo sistema de drenos de fundo. No entanto, surgências nas faces das pilhas reais são comuns mesmo em situação de funcionamento adequada dos drenos de fundo, sendo decorrentes da anisotropia proporcionada pelo método de disposição ascendente, que cria camadas de compactação horizontais no depósito, e do fato de que devido a sua altura, a distância a percorrer pelo fluxo pode ser menor em direção à face que em direção ao dreno. Após seis anos de aplicação, este trabalho propõe algumas alterações nessa metodologia, resultado de sua aplicação em diversos projetos de drenagem interna de pilhas de estéril. Recomenda-se que a recarga anual
Palavras-chave: Drenos de fundo; Pilhas de Estéril; Dimensionamento