C Conferentia Proceedings
CB-04-0175 Fundações e Estruturas de Contenção

Interpretação dos resultados de ensaios bidirecionais

Virgínia Lucchesi Maset1; Frederico Fernando Falconi1; Waldemar Coelho Hachich2

1 ZF & Engenheiros Associados S/S; 2 Escola Politécnica da USP

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-04-0175

Resumo

Para avaliação de desempenho de estacas moldadas in loco, tem sido bastante utilizado o ensaio com célula expansiva hidrodinâmica denominado teste bidirecional, internacionalmente conhecido como O-Cell. Nesse ensaio, simplificadamente, uma ou mais células de carga são previamente posicionadas dentro do fuste da estaca, engastadas na armação, e são concretadas junto com a estaca. Através de um sistema de injeção a célula é expandida, fazendo com que o fuste reaja sobre a ponta da estaca. Para o correto posicionamento da célula ao longo do comprimento da estaca, busca-se o ponto de equilíbrio entre a resistência ao atrito lateral do fuste mais o peso próprio da estaca acima da célula e o atrito lateral do fuste abaixo da célula mais a resistência de ponta. Desta maneira, a própria estaca ensaiada atua como sistema de reação da prova de carga. A interpretação dos resultados dos ensaios com célula expansiva vem sendo muito debatida, principalmente quanto à combinação das duas curvas obtidas no ensaio (fuste e ponta) em uma única curva carga x recalque, representativa de toda a estaca. A metodologia mais aplicada é a soma das cargas da ponta e do fuste para o mesmo deslocamento, conforme proposto por Silva (Cobramseg -1986). Essa abordagem vem sendo muito criticada por ser demasiadamente simplificada e não conduzir a resultados satisfatórios. Durante a oitava edição do Seminário de Engenharia de Fundações Especiais e Geotecnia (SEFE), realizado em São Paulo em junho de 2015, foi apresentada pelo prof. Faiçal Massad uma metodologia que permite a combinação das duas curvas com a introdução do encurtamento elástico do fuste da estaca, corrigido por coeficientes que relacionam o encurtamento elástico da estaca no teste convencional, com carga aplicada para baixo, com o encurtamento elástico no teste bidirecional. Tal coeficiente é governado, principalmente, pela distribuição do atrito lateral ao longo do fuste da estaca. Outras metodologias foram estudadas em Silva e Alonso (2000) e Fellenius (2014). O objetivo do prese

Palavras-chave: teste bidirecional; prova de carga estática; estaca hélice contínua; estaca escavada de grande diâmetro

Como citar

Virgínia Lucchesi Maset; Frederico Fernando Falconi; Waldemar Coelho Hachich. “Interpretação dos resultados de ensaios bidirecionais”. XVIII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. COBRAMSEG2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CB-04-0175