ANÁLISE DE PROVAS DE CARGA EM ESTACAS HÉLICE CONTÍNUA DE COMPRIMENTOS VARIADOS EM SOLOS LATERÍTICOS DA FORMAÇÃO BARREIRAS
Uberescilas Fernandes Polido1; Rita de Cássia Morosini Berlich de Almeida1; Paulo José Rocha de Albuquerque2; Carla Therezinha Dalvi Borjaille Alledi3
1 Geoconsult Consultoria de Solos e Fundações Ltda; 2 Unicamp - Universidade Federal de Campinas / Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo; 3 IFES - Instituto Federal do Espírito Santo, campus Vitória
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-04-0171
Resumo
Este trabalho apresenta os resultados da análise de desempenho de três estacas hélice contínua monitoradas de diferentes comprimentos submetidas a provas de carga à compressão. As estacas foram executadas em solo laterítico, parcialmente saturado, da Formação Geológica Barreiras, de Serra - ES. As estacas com 40 cm de diâmetro foram executadas com comprimentos de 6 m, 13 m e 20 m e designadas como estacas Curta, Média e Longa, respectivamente. Os objetivos deste trabalho foram investigar o efeito do comprimento das estacas na estimativa da capacidade da carga de ruptura por métodos semiempíricos e a aplicabilidade desses métodos para solos lateríticos parcialmente saturados, utilizando dados de investigação geotécnica de campo e de laboratório. A investigação geotécnica de campo contemplou a realização de sondagens à percussão com medida de torque do tipo SPT-T, coleta de bloco de amostra indeformada e de amostras do tipo indeformada com tubo shelby a maiores profundidades. Em laboratório foram realizados ensaios de caracterização, resistência à compressão simples e ao cisalhamento direto. O perfil geotécnico é composto de argilas arenosas, rijas a duras, e de areias argilosas, pouco compactas. A partir dos dados das provas de carga, foram obtidas as cargas de ruptura das estacas usando o método da NBR 6122:2010 e o critério de ruptura convencional correspondente a deformação igual a 10 % do diâmetro das estacas. As cargas de ruptura foram comparadas àquelas estimadas através de vários métodos semiempíricos brasileiros e internacionais. De uma forma geral, os resultados das provas de carga foram bem superiores às previsões dos métodos semiempíricos. O método TXDOT 1971 - FHWA 1999 para estacas escavadas em solos coesivos, que utiliza a resistência não drenada, apresentou as melhores previsões de carga de ruptura para as três estacas.
Palavras-chave: Estaca hélice contínua; Prova de carga ; Carga de Ruptura; Solos Lateríticos