C Conferentia Proceedings
CB-04-0122 Fundações e Estruturas de Contenção

Análise comparativa do método de previsão de capacidade de carga para estacas de Lobo (2005) com os métodos semi-empíricos para solo do Plano Piloto de Brasília.

Luiz Carlos Figueiredo1; Renato Pinto Cunha2; Wilson Conciani3; Silvana Fava Marchezini1; Neusa Maria Bezerra Mota4

1 IFMT e UnB; 2 UnB; 3 IFB; 4 BMS Engenharia

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-04-0122

Resumo

A previsão da capacidade de carga de estacas constitui-se um dos problemas mais instigantes da Engenharia de Fundações. Destaca-se, este problema, por requerer, a estimativa de propriedades do solo, as alterações oriundas do tipo de execução da fundação e o conhecimento do mecanismo de interação solo-estaca. A prática da engenharia brasileira utiliza, amplamente, de correlações empíricas, relacionando diretamente os resultados do ensaio SPT com o desempenho do elemento de fundação. Não há dúvida da grande contribuição dos métodos tradicionalmente utilizados. Com o objetivo de incorporar à engenharia de fundações brasileira um novo método de previsão de capacidade de carga de estacas, obtido diretamente a partir de ensaios SPT, Lobo (2005) utilizou-se da força dinâmica de reação do solo à cravação do amostrador SPT para estimar a capacidade de carga de estacas, relacionando os mecanismos de mobilização de resistência do amostrador (modelo) com os da estaca (protótipo). A autora concluiu, a partir de análises comparativas entre cargas previstas e medidas, que o método proposto é capaz de prever de forma satisfatória a capacidade de carga de estaca. O presente artigo analisa os resultados obtidos com a aplicação desse método de previsão de capacidade de carga de estacas com base em resultados do ensaio SPT à luz da energia gasta na cravação do amostrador do SPT no solo para locais distintos no plano Piloto de Brasília. Essa análise justifica-se pelo fato da autora não ter considerado no banco de dados para avaliar o desempenho do método em tela para a região Centro-Oeste, locus da análise deste trabalho. A análise compara resultados obtidos para dois grupos de estacas em diferentes locais. O primeiro grupo é constituído de estacas cravadas de concreto protendido e o segundo grupo de estacas escavadas. Das 14 estacas cravadas analisadas, 9 foram submetidas a prova de carga dinâmica métodos CASE e CAPWAP e 5 a prova de carga estática. Do grupo de estacas escavadas todas foram submetidas a prova de carga estática. Os r

Palavras-chave: Previsão de capacidade de carga; SPT; Prova de carga estática; Prova de carga dinâmica

Como citar

Luiz Carlos Figueiredo; Renato Pinto Cunha; Wilson Conciani; Silvana Fava Marchezini; Neusa Maria Bezerra Mota. “Análise comparativa do método de previsão de capacidade de carga para estacas de Lobo (2005) com os métodos semi-empíricos para solo do Plano Piloto de Brasília.”. XVIII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. COBRAMSEG2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CB-04-0122