ANCORAGENS EM SOLO: ESTUDO DE CASO, PROPOSTA E COMPARAÇÃO ENTRE MÉTODOS SEMI-EMPÍRICOS E EXTRAPOLAÇÃO DE VAN DER VEEN
Luma Alvarenga Carvalho Carvalho1; Romero César Gomes Gomes1; Thiago Bomjardim Porto Porto1
1 Universidade Federal de Ouro Preto
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-04-0063
Resumo
Em projetos de obras de contenção com a utilização de ancoragens protendidas e reinjetáveis se faz necessária a determinação da capacidade de carga dos tirantes. Para a obtenção desse valor são utilizadas metodologias semi-empíricas publicadas mundialmente. Entretanto, devido às condições específicas às quais elas foram elaboradas nem sempre o resultado representa a realidade para o tipo de solo da região trabalhada, tornando-se então imprecisos. Este estudo tem como objetivo analisar alguns dos principais métodos semi-empíricos utilizados para o cálculo da capacidade de carga em ancoragens protendidas e reinjetáveis para a cidade de Belo Horizonte, e compará-los com a estimativa da força de ruptura obtida pela extrapolação de Van der Veen (1953), ainda obter os valores para a resistência ao cisalhamento (qs) de interface solo-tirante e valores do coeficiente de ancoragem (K) propostos na metodologia de Porto (2015). Para o estudo foram utilizados dados provenientes de quatrocentos ensaios de recebimento em uma obra na cidade de Belo Horizonte, para sete diferentes trechos de cortinas ancoradas. As metodologias semi-empíricas avaliadas foram Bustamante (1985), Costa Nunes (1987), Falconi (2005), Porto (2015), Joppert jr et al (2004), NBR 5629:2006 e Souza (2001). Utilizou-se para o cálculo e interpretação dos resultados, o programa CsA-Geo que possibilita a inserção dos dados online e a geração de gráficos e tabelas comparativos entre as metodologias presentes neste trabalho. Como justificativa preponderante está o fato de serem os maciços de solo predominante heterogêneos e serem as metodologias de cálculo divulgadas na atualidade restritas ao local onde foram elaboradas sendo então erroneamente empregadas a outras regiões, além disso, percebe-se um número ínfimo de estudos no Brasil relacionados a ancoragens injetadas em solo. Os resultados obtidos se mostraram divergentes para a maioria dos métodos analisados, com fatores de segurança variando entre 1,08 e 6,07 nos métodos mais conservativos. Os valores obtido
Palavras-chave: tirantes; capacidade de carga; aplicativo web