Avaliação do risco das fundações de uma obra executada em estaca hélice contínua na região metropolitana do Rio de Janeiro
Eduardo Vidal Cabral1; Paulo J. R. Albuquerque2; Cristina de Hollanda Cavalcanti Tsuha3
1 SIGMA 1 Consultoria e Projetos; 2 Unicamp; 3 EESC / USP
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-04-0053
Resumo
Nos dias de hoje tem-se observado o emprego cada vez maior de estaca do tipo hélice contínua como solução técnica dos projetos de fundações em vários tipos de obras (comercial, residencial ou industrial). Esta estaca apresenta muitas vantagens em seu processo que a torna uma opção muito atrativa aos projetistas e aos incorporadores, pois pode ser executada em vários tipos de terrenos e áreas urbanas densamente povoadas, pois a vibração e ruído são muito inferiores, quando compara-se com técnicas que utilizam a percussão como processo executivo. Neste trabalho é feita uma análise de risco do estaqueamento em estaca hélice contínua empregado como solução de fundação de um empreendimento residencial em que foram executadas 178 estacas com diâmetro de 60 cm (Qtrab = 1600 kN), 147 estacas com diâmetro de 50cm (Qtrab = 1250 kN) e 49 estacas com diâmetro de 40 cm (Qtrab=700 kN, todas com comprimento útil de 18 m. Foram realizadas dezesseis sondagem SPT no local, permitindo obter uma matriz geotécnica média representativa da região que é formada por uma camada de aproximadamente 9 m de espessura, constituída por argila siltosa média com NSPT variando entre 7 e 10 golpes, seguida por uma camada de silte argiloso pouco arenoso (solo residual) de 13 m de espessura com NSPT variando entre 12 e 40 golpes. O impenetrável à percussão foi atingido aos 22 m de investigação. O nível de água foi encontrado na profundidade aproximada de 2 m. Foram realizadas também cinco provas de carga estática do tipo lenta de desempenho, isto é, até o dobro da carga de trabalho, executadas em três estacas de 50 cm de diâmetro e em duas estacas de 60 cm de diâmetro. Em todas as provas de carga realizadas não foi evidenciada a ruptura nítida do sistema solo/elemento estrutural, sendo o deslocamento médio máximo obtido nos ensaios da ordem de 10 mm. Tendo em vista a obtenção da carga de ruptura no ensaio, foram empregados os métodos de Van der Veen, Chin, Décourt (Rigidez) e o da NBR 6122/2010, para avaliação e estimativa da carga de ruptura. Para a
Palavras-chave: Estaca hélice contínua; Provas de carga, capacidade de carga, probabilidade de ruina; Capacidade de carga, probabilidade de ruina; Probabilidade de ruina