Análise de Métodos de Interpretação de Curva Carga x Recalque de Provas de Carga Estática em Fundações Profundas no Nordeste do Brasil
Marcos Fábio Porto de Aguiar1; Ana Karine Santiago Bessa2; Fernando Feitosa Monteiro3; Francisco Heber Lacerda de Oliveira2; Tiago Melo Monteiro2
1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará e Universidade de Fortaleza; 2 Universidade de Fortaleza; 3 Universidade Federal do Ceará
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-04-0010
Resumo
Com o forte crescimento quantitativo de obras de infraestrutura nos últimos 10 anos, especialmente no nordeste do País, assim como do mercado imobiliário, faz-se necessário realizar alguns ensaios específicos na área de geotecnia a fim de se conhecer melhor a subsuperfície e também otimizar os projetos em relação a segurança, a custos e tempo de execução da obra. A falta destes ensaios faz com que os projetistas recorram a bibliografias, às vezes, com pouco embasamento teórico regional, no objetivo de dimensionar a fundação da obra. Contudo, a pouca informação técnica ou a falta dela pode ocasionalmente levar a estruturas superdimensionadas ou mesmo a erros de projeto. ABNT (2010) orienta aos construtores a realização do ensaio de prova de carga em 1%, em média, da quantidade de estacas da fundação da obra. O principal objetivo do ensaio é verificar se a capacidade de carga prevista em projeto é realmente a capacidade de carga efetiva da estaca executada. As execuções das provas de carga são justificadas, pois estas servem de base para uma melhor compreensão do comportamento da estaca e seu respectivo recalque quando carregada, além de possibilitar a previsão de carga de ruptura da mesma através dos métodos que serão estudados e comparados neste trabalho. Este trabalho tem por objetivo apresentar uma análise dos métodos de extrapolação da curva carga x recalque de ensaios de prova de carga em estacas com caracterização de ruptura. Realizou-se um estudo de caso com cinco provas de cargas distintas realizadas nos estado do Ceará e do Rio Grande do Norte. As provas de carga foram analisadas com cinco diferentes métodos de extrapolação: Chin (1970, 1971), Davisson (1972), ABNT (2010), Décourt (1996) e Van Der Veen (1953). As 5 provas de carga foram estudadas separadamente dividindo o trecho da curva de carregamento da estaca em três fases: fase 1-F1 (fase elástica da curva composta de 6 estágios de carregamento), fase 2-F2 (composta pelos 8º e 9º estágios de carregamento) e fase 3-F3 (considerando todos os pontos
Palavras-chave: Capacidade de Carga; Fundações Profundas; Provas de Carga; Métodos de Extrapolação