C Conferentia Proceedings
CB-01-0111 Ensaios de Laboratório e Campo e Modelagem Física

Resistência e Dilatância de uma Areia de Duna de Natal/RN

Tahyara Barbalho Fontoura1; Olavo Francisco dos Santos Junior2; Ricardo Nascimento Flores Severo3; Roberto Quental Coutinho1; Antonio Joaquim Pereira Viana da Fonseca4

1 Universidade Federal de Pernambuco; 2 Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 3 Instituto Federal do Rio Grande do Norte; 4 CONSTRUCT-GEO, Faculdade de Engenharia (FEUP), Universidade do Porto

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-01-0111

Resumo

Parte da cidade do Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte, está assentada sobre dunas. Na cidade, há dois importantes campos de dunas que são áreas de preservação permanente: o Parque das Dunas e o Parque da Cidade. Entretanto, sabendo que a cidade foi construída sobre dunas e que ainda há locais onde a permissão para construir é liberada, são necessários estudos que esclareçam o comportamento mecânico desses sedimentos arenosos. Este trabalho apresenta os resultados parciais de uma pesquisa a respeito da Areia de Dunas de Natal/RN e tem como objetivo estudar o seu comportamento resistente, nas vertentes friccional (ou de atrito) e dilatante. Para tal, foi analisado o efeito do índice de vazios e da tensão confinante. As amostras foram caracterizadas fisicamente e realizados ensaios triaxiais adensados isotropicamente e drenado. Os corpos de prova (100 x 50 mm) foram moldados com umidade de 6% para 3 valores de índice de vazios entre os índices de vazios máximo (0,80) e mínimo (0,59): 0,60; 0,70; 0,80; sendo posteriormente foram moldados por compressão estática em quatro camadas uniformes. Foram adotadas tensões de confinamento empregadas foram de 50, 100, 200 e 300 kPa. A velocidade de deslocamento axial utilizada nos ensaios triaxiais foi de 0,06 mm/min, suficientemente baixa para evitar a geração de incrementos de poro-pressão. O cisalhamento nos ensaios durou em torno de 4 horas o que equivalia a uma deformação axial entre 10 e 20%. Corroborando estudos anteriores, observou-se que a resistência da areia pode ser caracterizada pelo ângulo de atrito de pico, máx, e o ângulo de atrito do estado crítico, crit, ou seja em volume constante. Expectavelmente constatou-se que o ângulo de atrito de pico (máx) depende do índice de vazios da areia, diferentemente do ângulo de atrito crítico (crít) que se mantém constante com a variação do índice de vazios, o que indicia não haver evolução granulométrica. Os resultados mostram que o ângulo de atrito de pico (máx) variou

Palavras-chave: Areia de Natal; Ensaio Triaxial; Resistência ao Cisalhamento; Dilatância

Como citar

Tahyara Barbalho Fontoura; Olavo Francisco dos Santos Junior; Ricardo Nascimento Flores Severo; Roberto Quental Coutinho; Antonio Joaquim Pereira Viana da Fonseca. “Resistência e Dilatância de uma Areia de Duna de Natal/RN”. XVIII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. COBRAMSEG2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CB-01-0111