C Conferentia Proceedings
CB-01-0034 Ensaios de Laboratório e Campo e Modelagem Física

Modelagem Física de Escorregamentos Submarinos

Gabriel Samarão1; Sérgio Tibana1; Rodrigo Reis1; Fernando Saboya Jr1

1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-01-0034

Resumo

Escorregamentos submarinos são fenômenos naturais de grande escala, que movimentam grandes volumes de solo. Esses fenômenos podem causar grandes acidentes em estruturas encontradas no fundo do mar e em áreas costeiras, trazendo uma série de problemas econômicos e ambientais, por isso são considerados riscos geológicos. Existem diversos tipos de escorregamentos, dentre eles se encontra a avalanche ou tombamento de rochas subaquáticas, o creep, o escorregamento de translação, os escorregamentos rotacionais, o fluxo ou corrida de lama e as correntes de turbidez. Esses fenômenos podem ser desencadeados por uma série de fatores, entre eles as atividades vulcânicas, movimentos sísmicos, excesso de pressão induzida por sedimentação, carregamentos de ondas de tempestades, acumulação rápida de solo e sobreconsolidação, dissociação de hidratos de gás, marés baixas, infiltração, efeitos de erosão, carregamentos glaciais, desprendimento de camadas frágeis de solo, entre outras. Essas consequências ocorrem devido à formação de tsunamis e/ou rompimentos de tubulações que transportam material proveniente de explorações no leito. O estudo presente teve como seu objetivo observar e avaliar, através de modelos reduzidos conduzidos em uma centrífuga geotécnica, o comportamento de escorregamentos em diferentes circunstâncias gravitacionais e geotécnicas. O ensaio foi conduzido numa caixa teste de alumínio, contendo um compartimento de solo e uma comporta, onde foram realizados ensaios de abertura de comporta, monitorados pelos transdutores de tensão total e de poropressão, e filmados por uma câmera de alta velocidade. Foram comparados os resultados das imagens com os valores lidos pelos instrumentos, estes fixados numa rampa de acrílico revestida com uma lixa P50, simulando o leito marinho. O solo utilizado no estudo foi uma mistura composta de metacaulim e caulim, com teores de umidade diferentes para os três primeiros ensaios, e para os ensaios posteriores, variou-se a gravidade induzida na centrífuga geotécnica em 40, 30, 20 e 10

Palavras-chave: modelagem física; hidroplanagem; escorregamento submarino; centrífuga geotécnica

Como citar

Gabriel Samarão; Sérgio Tibana; Rodrigo Reis; Fernando Saboya Jr. “Modelagem Física de Escorregamentos Submarinos”. XVIII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. COBRAMSEG2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CB-01-0034